A vida de freelancer

No último sábado uma amiga perguntou: mas, afinal, onde tu trabalha? Minha resposta simples e rápida foi: em qualquer lugar.  Eu me referia a localização geográfica, mas acho que a resposta vai além disso. Eu explico:

Sempre gostei dessa liberdade de fazer home office quando precisava resolver algum perrengue ou, por exemplo, quando levar uma conjuntivite pro escritório não parecia uma boa ideia. Hoje eu entendo que esse tipo de flexibilidade tem um valor que não pode ser comprado com salário mais gordinho.

Há quase um ano minha rotina mudou quando o meu vínculo de trabalho passou a ser totalmente freelancer. Foi uma transição um pouco inesperada naquele momento. A empresa que comprava as minhas horas de trabalho não quis mais saber do meu tempo e da minha presença, só da minha entrega. Assim, eu não tinha mais horário fixo nem precisava comparecer na mesa do escritório se eu não quisesse.

Trabalhar em home office é algo que eu queria experimentar,  com a ideia de  poder organizar minha própria rotina, resolver coisas em horário comercial e conciliar diversas atividades ao mesmo tempo. É claro que a teoria e a prática são bem diferentes, mas fui me ajeitando.

To namorando todo mundo uma parede de pranchetas pro meu escritório. (via)

To namorando todo mundo uma parede de pranchetas pro meu escritório. (via)

Trabalhar em casa é um pouco solitário, esse é um dos aspectos mais difíceis pra mim. Se eu não me organizar para atividades sociais com amigos ou família, acabo passando dias sem falar ao vivo com ninguém.  E eu também sempre gostei do clima meio bagunça que rola em agências de vez em quando, todo mundo falando ao mesmo tempo, mandando memes no messenger, e isso não acontece mais no meu expediente.

Fora isso, o lado positivo tem sido cada vez mais positivo. Claro que eu nem sempre tenho trabalhos, o que não é lá muito bom, mas quando tenho eu acabo me dedicando muito mais a eles do que quando trabalhava no formato CLT. Quando me sinto inspirada, produtiva e criativa, saio pouco da frente do computador e tento aproveitar ao máximo o empenho que flui.

Outra vantagem é que como freelancer também não me limito por função, podendo fazer o tipo de trabalho que eu quiser quando me oferecem. Um exemplo disso é que nos últimos meses fiz jobs de redatora, de tradutora, dei workshops, concebi um business plan em inglês, trabalhei como assistente de fotógrafo em um casamento, fui assistente de ex-modelo por duas semanas e revisei um site de simulados inteiro.

Cada vez mais eu aprecio as experiências variadas pra construção do que eu quero fazer a longo prazo. E cada nova oportunidade costuma ser uma diversão de aprendizado, mesmo que seja só depois que o perrengue passou e eu começo a achar graça da história. Acho que é algo que todo mundo deveria experimentar.

 

 

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